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Orçamento

Conjuntos Habitacionais

In Residenciais

Um projeto piloto conjunto das secretarias estaduais de Energia e Mineração e Habitação vai instalar sistemas de geração de energia solar em conjuntos habitacionais da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

Na primeira fase vão ser instalados, sem custo para os moradores, sistemas de placas fotovoltáticas em 14 unidades habitacionais do Conjunto Habitacional em Pontes Gestal e em mais oito moradias do Conjunto Habitacional em Elisiário, ambos na região de São José do Rio Preto. Outros projetos semelhantes serão desenvolvidos para 93 moradias e 104 unidades na cidade de São Paulo.

Na segunda fase, os custos serão incorporados ao valor do empreendimento, de forma que estes sejam menores que o atual e que isto impacte da menor maneira possível no preço final da habitação. O preço total do imóvel tem que ser mantido dentro dos padrões dos programas da CDHU.

ATÉ 80% DE ECONOMIA

O convênio de cooperação entre as secretarias foi assinado. O projeto será financiado com recursos do Fundo de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

A estimativa é de economia de até 80% nos custos de geração de energia de cada família. As 16 milhões de residências foram responsáveis por 30% da energia consumida, segundo o balanço energético publicado em setembro pela Secretaria de Energia e Mineração.

A CDHU já tem a experiência da economia gerada com a instalação de aquecedores solares nos conjuntos habitacionais. O uso desses equipamentos nas moradias habitacionais gerou uma redução de energia de 12,7 MHW/mês, o que equivale ao consumo mensal de uma cidade de 311 mil habitantes, como Presidente Prudente, por exemplo.

Segundo estudo da Subsecretaria de Energias Renováveis (os resultados do estudo estão na página da Secretaria de Energia e Mineração), o potencial de energia solar do Estado é de 12 TWh/ano.

O resultado é equivalente ao consumo residencial de energia elétrica da cidade de São Paulo, de 10 TWh/ano.

Os outros municípios que serão beneficiados serão aqueles que registrarem os menores índices de IDH – Índice de Desenvolvimento Humano entre os 107 municípios que receberão moradias populares, informou o presidente da Cohab.

O Governo do Estado de Goiás possui meta de entregar um total de 1.200 unidades residenciais com energia solar fotovoltaica e trabalha para incorporar a tecnologia renovável, limpa e sustentável no restante do programa habitacional do Estado. Existe a expectativa do Estado de construir um total de 30.000 novas habitações de interesse social nos próximos anos.

O Residencial Maria Pires Perillo é um dos maiores empreendimentos do Estado, fruto de parceria entre a Agehab, Caixa Econômica Federal e o município. O investimento total para a construção das casas do empreendimento é de R$ 46 milhões, sendo R$ 4,6 milhões em Cheque Mais Moradia e o restante do FAR, fundo de arrendamento residencial. Os painéis serão instalados em todas as 740 unidades habitacionais, mas a primeira etapa para a instalação do kit será nas 480 unidades e, posteriormente, para as 260 unidades restantes em fase final de construção.

A energia é utilizada no consumo geral do residencial e o excedente é transferido para a rede de fornecimento da distribuidora. Por isso, o relógio de energia gira para dois lados, que podem registrar consumo ou geração de energia. Quando não houver produção de energia, seja à noite ou em dias com forte nebulosidade, os apartamentos serão abastecidos pela eletricidade da rede.

A previsão é que a construtora responsável seja selecionada e o contrato seja assinado até setembro, com início da construção do Conjunto Habitacional Aparecida B a partir de novembro. O investimento previsto é de R$ 9,3 milhões. A energia limpa poderá ser consumida no próprio residencial ou ser enviada para a rede de distribuição de energia. Está prevista uma geração de 50 kWh (quilowatt-hora)/mês por habitação –, o que representa cerca de R$ 30 de economia na conta mensal de cada família.

No total, serão instalados 152 módulos de placas fotovoltaicas no telhado dos quatro blocos e que irão gerar em torno de 4.760 KWh/mês. A energia será destinada principalmente para as áreas comuns – estacionamento, espaços de circulação entre o condomínio e hall das escadas – e também para as moradias. Sendo assim, os moradores economizam no pagamento de duas contas – tanto no condomínio, que inclui o consumo nas áreas comuns, quanto no seu próprio apartamento.

Os 64 apartamentos do residencial serão distribuídos em quatro pavimentos e mais um Centro de Apoio ao Condomínio (CAC). O residencial terá playgrounds, paisagismo completo – árvores, gramado e forrações -, mesas de concreto e bancos. Também será viabilizada toda a infraestrutura necessária: redes públicas e condominiais de energia, gás, esgoto e água, medição individualizada de água, sistemas de drenagem e telefonia.

A novidade é resultado da parceria entre as secretarias da Habitação e de Energia e Mineração. Depois de firmado o convênio em dezembro de 2016, foram iniciados os contatos com as concessionárias de energia elétrica para implantação de projetos-piloto com as placas fotovoltaicas. O objetivo é oferecer projetos habitacionais com alternativas de economia para os mutuários.