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O sonho da auto-suficiência em energia está cada vez mais viável agora que o investimento nos equipamentos para microgeração renovável (painéis fotovoltaicos, inversores, baterias, etc…) podem se pagar em poucos anos, tornando qualquer pessoa ou empresa independente energeticamente!

Obter energia elétrica a partir da luz do sol parece sempre uma alternativa limpa, contudo, o procedimento é pouco utilizado pelas residências, escritórios e indústrias do Brasil. De um modo geral, o principal motivo para esse sub-aproveitamento está relacionado aos custos e à falta de informação sobre a eficiência energética dos painéis fotovoltaicos.

Para especialistas, as condições geográficas do País favorecem a opção pela energia elétrica obtida através do sol. Para se ter uma ideia, a incidência solar no Brasil é muito maior do que em outros países que investem muito mais nesse tipo de energia, como a Alemanha, por exemplo. Além disso, o silício cristalino, matéria-prima das células fotovoltaicas, é encontrado em grandes quantidades por aqui. Outra vantagem é que as perdas por transmissão e distribuição de energia são reduzidas já que a eletricidade é consumida no local de produção. Edifícios solares fotovoltaicos fornecem os maiores volumes de eletricidade nos momentos de maior demanda, por exemplo, o uso de ar-condicionado é maior ao meio-dia no Brasil, que é justamente quando há uma maior incidência solar.

Apesar desse cenário favorável, os gastos com a instalação do sistema são bem mais elevados quando comparados com as modalidades mais tradicionais de energia. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2010, a instalação de sistema fotovoltaico na Alemanha estava em torno de 2,9 mil euros o quilowatt de potência (kWp). No Brasil, se consideradas todas as tarifas, este custo estaria em torno de 3,5 mil euros por kWp. Por isso, investidores explicam que, nesse momento, o consumidor que optar pela energia solar terá que possuir uma disposição para que o valor da aplicação seja amortecido em 25 a 30 anos, que é o tempo médio de duração dos painéis e módulos fotovoltaicos.

Recentemente, o governo tem incentivado essa modalidade de energia com a nova resolução da Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica. Aprovada em dezembro, a medida permite que os consumidores possam fornecer a energia que sobra de seus painéis solares e obter créditos na conta de luz. Como os módulos geram energia apenas de dia, acaba saindo caro manter baterias para armazenas a energia excedente na parte da noite, por isso, a medida da Aneel permite que a a sobra de energia seja injetada na rede elétrica e, em seguida, se receba uma compensação, em kWh, da distribuidora. Assim, a cada mês, o usuário paga apenas o valor da diferença entre a energia consumida da rede pública e o que foi gerado e colocado na rede. Para isso, nas residências, são colocados dois medidores, um para o consumo e outro para a geração. Outros fatores conjunturais que podem contribuir para o abaixamento dos preços nos próximos anos é a produção de painéis em larga escala por Alemanha e China.

De um modo geral, uma residência simples de dois quilowatts de potência instalada que opte pelo sistema, terá de desembolsar por volta de R$ 14 mil. O preço, porém, varia de acordo com a região do Brasil e a área disponível para os painéis. Quando as tecnologias disponíveis no mercado são comparadas, não se percebem diferenças substanciais entre elas, sendo assim o que irá garantir a confiabilidade do sistema instalado é a qualidade na fabricação e a instalação correta. Como apontam especialistas, o principal risco é a inexperiência e falta de conhecimento no momento da instalação e dimensionamento.

Além disso, é importante não confundir painel solar, com coletor solar, porque, enquanto o primeiro converte a energia da luz (espectro visível) em energia elétrica, o outro utiliza o calor (radiação infravermelha) para gerar aquecimento (de água, normalmente).